Salut! Ça va bien?

Hoje vou contar da minha impressão geral sobre comida e cultura de Marrocos. Como passei por várias cidades (e não me lembro do nome de todas), vou deixar genérico mesmo, mas não visitei a capital, que é Rabat.

Parti de Berlim até Düsseldorf de ônibus. Chegamos na estação central às 5 h da manhã e a estação estava, praticamente fechada, digo todas as lojas fechadas e um frio, mas muito frio. O nosso refúgio, no início, foi o Starbucks, que tinha aquecedor e wifi.

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Então, pegamos ônibus até a cidade do aeroporto, que ficava longe da cidade em que eu estava. Depois disso, a viagem ocorreu tudo certo.

Chegando lá, chegamos no hotel. Já tinha ouvido a falar que a cidade é bem perigosa, pois não há tantas "regras de trânsito" que nem no Brasil. Por exemplo, em ruas estreitas de comércio, passam muitas bicicletas, motos e, inclusive carros! Cada travessia de rua tinha que olhar para os dois lados, várias vezes, para assegurar que não iria ser atropelado.

Outro costume de lá é que como a maioria dos habitantes são muçulmanos, é proibido o consumo de bebidas alcoólicas em locais públicos, assim como de fumar. Então, quando alguém comprava alguma bebida, ganhava uma sacola preta, para que não fosse visível às pessoas na rua.

Chegamos no hotel e a primeira impressão foi bem impressionante: todo o hotel era super decorado, com cores, mosaicos e detalhes, muito lindo! Mas entramos no quarto, as tomadas não funcionavam, as chaves eram simples, quase nem saía água do chuveiro e se saía, não era quente. Ao decorrer da viagem, percebi que esse era o padrão dos hotéis, normalmente. No dia seguinte, acordamos cedo para tomar café da manhã e partirmos para a jornada, mas não tinha nada de café da manhã. O senhorzinho, responsável pela compra, tinha acabado de sair para comprar pães. Tirando esse fato, os pães e croissants estavam deliciosos e deu pra encher a barriga.

O idioma principal deles é árabe, mas como foram colonizados pelos franceses, quem foi à escola, também sabe francês. Então, como percebiam que nosso grupo era turista, sempre que eles tentavam se comunicar conosco, seja se desculpando pelo esbarrão ou simplesmente dizendo um "olá", era tudo em francês. Inclusive, nos cardápios tinha a tradução dos pratos em francês, mas não em inglês. Então, lá aprendi algumas palavras em francês, como poisson, boisson, basicamente nomes de comidas. Única palavra que eu aprendi foi obrigada, algo falado como /shocrã/ (شكرا).

A vista geral do país é tudo marrom e não verde, como é aqui no Brasil, cheia de montanhas, morros e nos trajetos entre cidades, realmente entendi o que é um "Oásis", pois tinha uma região de árvores no meio do "nada", onde não é propícia a ter vegetação.

Nos restaurantes que iamos comer, os cardápios eram basicamente os mesmos: tajine, kebap (espetinhos de frango), batata frita ou couscous. Teve um dia, que eu não estava bem (me deu febre), que meus colegas foram comer fora. Um deles comeu um folheado recheado de frango, mas polvilhado em açúcar e canela. A coisa mais diferente que comi, foi o Hambúrguer de camelo, que tinha visto uma indicação no instagram de uma pessoa e que fiquei curiosa. No último dia em Marrakesh, eu e um amigo fomos correndo até o restaurante, para que desse tempo. Deu na "tampa" e valeu muito à pena. A carne de camelo é bem cartilaginosa, mas como estava bem temperada, estava muito gostoso.

Uma coisa curiosa em relação aos alimentos de lá, é que o danone de morango é branco! Ou seja, só tem gosto, mas sem corante. E também a coca-cola tem uma escrita diferente.



Na semana que vem, vou contar como foi a aventura no deserto e também como que funciona o mercado de lá.

Até a semana que vem!

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Olá! Tudo bem?

Hoje vou escrever algumas coisinhas sobre a cidade de Hamburgo! Não existe aquela história, de que as grandes cidades se desenvolveram em torno de rios? Pois então, esse é o caso de Hamburgo. Ela é considerada a cidade mais bonita da Alemanha e é muito moderna, pois foi uma das principais cidades alemãs a se desenvolverem economicamente, devido ao porto.

Eu sou muito suspeita para discordar com essa classificação. Mesmo que Berlim seja uma cidade underground, uma parte que não seja “bonita unanimemente”, eu acredito que a beleza não esteja somente na aparência, mas sim na sua história e quão confortável você está nela, além de que a parte histórica de Berlim e de seus palácios, é muito bela, e que não esteja nem um pouco atrás. Mas o que conta é o todo, e não as partes.

Minha passagem pela cidade durou algumas horinhas, pois foi uma “parada” para uma outra cidade. Dá para notar, que as construções são bem bonitas e tradicionais. Em contraste, tem-se prédios com arquitetura moderna.

Tive muita sorte de pegar um dia ensolarado e tranquilo. Não deu tempo de entrar em nenhuma atração, como museu, loja ou teatro, mas fiquei com vontade de ver um musical do Rei Leão, que tem um teatro próprio do outro lado do rio do restaurante que almocei (Blockbräu).

Eu não sei se o hambúrguer tem origem do nome dessa cidade, mas eu não poderia passar por ela e não o comer! Então almocei em um restaurante chamado Blockbräu, na beira do rio, e pedi uma cerveja da casa e um hambúrguer de pretzel (em alemão, curiosamente, se chama Bretzel), no qual o pão é substituído pelo pretzel. (Essa foto não é do prato que eu comi. Por sorte, encontrei-a na internet, pois não me lembro se esqueci de fotografar ou não estou a encontrando.)

A minha definição desta cidade em uma palavra é: Tijolos, pois as suas construções são, em sua maioria, marrons e de tijolinhos à vista, ou seja, essa palavra define a arquitetura da cidade de Hamburgo.

Até a semana que vem, com mais uma postagem da série “Diário de  viagens”!

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Olá! Hoje vou começar uma nova série de postagens, dessa vez, definitiva! Vou falar sobre algumas viagens que fiz, para contar um pouco como foi, dar dicas e contar histórias engraçadas/assustadoras/felizes que aconteceram comigo. Meu objetivo não é criar roteiros (pois já existem muitos Blogs especializados nisso), apesar de eu compartilhar quais atrações visitei, mas simplesmente de compartilhar experiências vividas neste pequeno mundo desconhecido, onde tive oportunidade de estar e conhecer!

No momento, tenho algumas viagens “acumuladas” para poder escrever, mas quando acabar, começarei a escrever sobre outros assuntos. Fiquem livres para dar sugestões!

Para a abertura de “Diário de Viagens”, vou começar com a viagem a Praga, na República Tcheca.

Eu visitei a cidade de Praga duas vezes, uma vez em agosto de 2015 com duas amigas e na segunda vez, em junho de 2016, com a minha tia. As duas viagens foram de Berlim de ônibus (opção mais barata). A cidade é bem antiga e dividida em duas partes pelo rio. Os meus amigos que foram antes de mim me disseram: “Você está em um lado da cidade, que é antiga e pensa que do outro lado é a parte nova, mas quando você vai para o outro lado, você vê que essa parte é mais antiga ainda” e é realmente isso mesmo, mas não é por ser antiga que ela vai ser feia, mas pelo contrário, a cidade é linda.

A primeira vez fui com mais duas amigas e uma delas, estava de passagem na Alemanha e, não tinha muito dinheiro para gastar. Então, optamos por fazer a maioria dos trajetos a pé e somente pagar pela alimentação, estadia (hotel com café da manhã incluída) e balada. Ficamos 4 dias na cidade e andamos muito. Como era verão, o tempo estava muito agradável e dava para aproveitar muito bem o dia.

A única “atração paga” que visitamos foi a famosa balada de 5 andares, onde tem muitos turistas do mundo inteiro, inclusive brasileiros. O diferencial dessa balada (além de ter 5 andares com músicas diferentes em cada uma delas), é que à parte tinha um “pub de gelo”, onde tudo era de gelo, inclusive o copo para a bebida, a temperatura era abaixo de 0 °C e tinha uma vestimenta especial para o local. Foi bem legal!

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Já a segunda vez que fui, visitei tudo (e um pouco mais) que já tinha visitado da outra vez e também entrei em muitas atrações pagas de graça, pois um amigo tcheco da minha tia nos providenciou ingressos e também no final de semana que ficamos lá teve a longa noite dos museus, então se poderia entrar nos museus participantes de graça. Como não precisamos gastar muito com atrações, aproveitamos foi na comida: comi meu primeiro joelho de porco lá, sorvetes e almoçamos no domingo no barco, após um banquete de café da manhã.  

Também nesta segunda viagem, como eu já tinha a câmera, pude tirar muito mais fotos que na primeira viagem, na qual todas as fotos tiradas foram de celulares.



Em uma parte da cidade, tem algumas esculturas bem estranhas e em outras, artes bem legais. Também um dos pontos turísticos é o prédio dançante, que é um prédio construído com curvas e não combina com os prédios em seu redor.

Vale ressaltar também que o John Lennon’s Wall estava diferente quando fui pela segunda vez.

E para concluir, minha definição da cidade em uma palavra: Antiguidade.



Lembrem-se de curtir, comentar e, se quiser, compartilhar!

Boa semana e até a semana que vem!


Olá! Hoje a postagem é bem apetitosa. Vou contar sobre alguns lugares que fui em Berlim com comidas de culturas diferentes e, acima de tudo, deliciosas! Berlim é uma das capitais mais multiculturais que existem, uma vez que se localiza na região central da Europa. Vamos começar, los!

1.       Vapiano: é um restaurante italiano com várias franquias por toda a cidade. Esta franquia que fui se localiza na Alexanderplatz e lá cada um pede sua comida no balcão, que pode ser vários tipos de massas (espaguete, linguine, parafuso, penne etc), risotos, pizzas ou calzones. É tudo preparado na hora de acordo com molho, recheio ou acompanhamentos escolhidos. Cada prato custa em torno de 10 euros.
  

 

2.       Café Brasileiro: esse bar/restaurante se localiza em torno da estação Platz der Luftbrücke e, como fiquei um ano lá, deu para matar um pouco da saudade dos salgadinhos brasileiros. Os donos são um casal de brasileira e alemão e tem como fazer o pedido em português ou em alemão, como preferir! Também existem outras opções de restaurantes brasileiros em Berlim, mas esse foi o único que fui.


3.       Villa Rodizio: é um restaurante brasileiro, mexicano e argentino que serve rodízio. No Buffet, têm saladas, quesadillas, nachos e muito mais. O rodízio, se eu não me engane, é composto por 9 carnes, que vêm em ordem, sendo o último, coração. Tem uma carne que eles dizem ser “picanha”, mas eu duvido, pois a consistência me parecia de músculo, mas como estava com uma certa abstinência de carne, foi tudo maravilhoso!


4.       White Trash: é um bar/restaurante de Rock que tem um estúdio de tatuagem. Sua peculiaridade é o Oktopus Burger, que nada mais é um hambúrguer de polvo. É bem diferente e delicioso. Neste bar também servem porções de batata frita doce!


5.       Bar latino-americano: eu não lembro o nome do bar, mas me lembro que é um bar latino americano. Lá, eu bebi Pisco Sour, que é a “caipirinha peruana” e comi ceviche acompanhado de mandioca frita e “pipoca de soja”. Simplesmente, delicioso! Fiquei muito feliz por ter uma porção gigantesca de ceviche somente para mim, pois normalmente em casa é uma porção dessas para a família inteira.


6.       Revolver Burger: uma hamburgueria gourmet com um cardápio diferente, que indica qual é a carne do hambúrguer (inclusive com opções vegetarianas) e que pode adicionar como acompanhamento batatas fritas normais ou porções de batata doce frita!


7.       Cocolo Ramen: Não é Ichiraku, mas é Ramen! É um prato de macarrão japonês ensopado. Foi simplesmente sensacional! O local é bem pequeno, mas todas as vezes que fui (3, mas entrei somente 2 vezes), tinham fila. Só provando para saber mesmo.


8.       Zaim Falafel: é um prato libanês com vários vegetais fritos, vários molhos e frango da “grelha grega” e falafel que se come com pão sírio.


9.       Fam Dang: foi neste restaurante que eu fiz uma das melhores descobertas do intercâmbio: rolinho verão! É um enrolado de macarrão de arroz com algumas verduras, carne à escolha (escolhi de camarão) envolto em papel de arroz que se come com um molhinho. É um restaurante vietnamita e todos os pratos são grandes, deliciosos e baratos.


10.   Schnitzel: É um restaurante nas redondezas também do Alexanderplatz e fica atrás do Kartoffelhaus No 1. Lá eles servem pratos grandes de Schnitzel (carne de porco) com molho de champignon e acompanhamento escolhido. Também vale à pena beber Berliner Kind, que é cerveja colorida saborizada berlinense.




Isso é um pouquinho de gostoso em Berlim que posso compartilhar com vocês! Obviamente, tem mais alguns restaurantes e bares que eu também gostei muito e indicaria, como Hans im Glück (que servem deliciosos hambúrgueres e tem como fazer combo com fritas ou salada mais um coquetel a partir das 17 h), Tiergarten Quelle (servem pratos gigantescos por um preço muito bom). E se, futuramente, forem visitar Berlim e visitarem um desses lugares, não vão se arrepender!


Bis nächste Woche!


Olá! Tudo bem? Nesta postagem vou voltar ao assunto de comida. Quando me inscrevi para essa vaga de intercâmbio, eu citei que gostaria muito de vir a Berlim pelo fato da universidade estar muito engajada a pesquisas na área química e também por citar que Berlim é uma cidade multicultural, onde me desenvolveria muito pessoalmente. E isso aconteceu: conheci pessoas de muitos países diferentes e, consequentemente, algumas comidas típicas.

No primeiro apartamento morei com uma menina da Indonésia e outra do Paquistão. O problema é que sempre que elas me ofereciam comida salgada, estavam super-ultra-mega-power apimentadas! Tipo assim, um dia a paquistanesa me ofereceu arroz que era diferente: comprido, e com muitos condimentos. Resolvi comer. Enchi o prato, como uma japonesa (que ama arroz) e, na hora que coloquei uma garfada na boca... Mal consegui comer! Era muito, muito, muito ardido! Mas como a base da minha refeição era o arroz, senão eu passaria fome, comi com muito esforço (e muitos copos de água!).

Agora estou morando com uma outra menina da Indonésia e com uma da Coréia do Sul. Quando a coreana se mudou para o nosso apartamento, eu tinha feito Curry rice, que é uma sopa com curry versão japonesa/indiana e achei que ficou um pouco ardido, que é o máximo de ardido que suporto sem água. Eu a ofereci, pois era domingo e ela ainda não tinha comprado nada de comida no mercado e avisei que estava um pouco ardido. Depois, ela me agradeceu e que não achou nada ardido e também me disse que um dia que ela cozinhasse, ela iria me dar um pouco para eu conhecer um pouco da culinária coreana. Ela me deu um pouco de kimchi cozido com carne de porco para comer com arroz. Muito bom, até porque eu já comia kimchi , porém, um pouco mais ardido do que eu normalmente suporto. Um dia, fomos a uma feira de comidas de rua típicas coreanas. As cores das comidas me assustaram muito, pois eram muito avermelhadas. Mas já que estava lá, provei um macarrão gelado com salada, molho de chili e bolsinhas recheadas, que eu diria que seria uma versão coreana de gyoza. Eu achei o sabor sensacional, muito gostoso, mas, contudo, entretanto, todavia, muito ardido, que demorei muito para terminar de comer.


Também sempre que como um Döner, tem a opção de pedir com molho de chili, mas sempre peço sem, pois tenho medo de pedir com pimenta e ser ardido demais e perder o lanche inteiro.


Com todas essas experiências, eu percebi como a culinária japonesa e (sul) brasileira, em geral,  não é tão apimentado e o que é apimentado para mim, pelo menos, não é nada para pessoas que estão acostumadas a comer comida apimentada. Mas não é por causa do ardido que vou deixar de provar as comidas típicas de outros lugares do mundo, pois na maioria das vezes, eu acredito que valha à pena se arriscar (apesar do ardido) e provar, pois através do ardido, ainda pode haver o “saboroso”.


Guten Morgen / Tag / Abend!

Quando estava vindo para Alemanha, no último voo, que foi Londres – Berlim com British airlines, eles ofereceram apenas bebida, pois o voo era apenas de uma hora. Fiquei prestando atenção no que a aeromoça ia servindo e ouvi “suco de tomate com pimenta” (Tomatensaft mit Pfeffer). Pensei que eu tinha ouvido errado, mas quando o avião pousou, vi uma propaganda na passarela entre o avião e o aeroporto com algo relacionado ao suco de tomate com pimenta. Fiquei supercuriosa, para saber como que é esse tal suco, mas como, normalmente, não passo muito bem em viagens, eu evito provar coisas diferentes.

No primeiro apartamento, logo que cheguei, vi que tinha uma caixa de suco de tomate de 1 L. Perguntei à minha colega e ela disse que era ruim, que parecia que estava tomando molho de tomate, pois era salgado e, então, ela jogou tudo pelo ralo da pia. Como sempre, comentei com a minha amiga e ela disse que era delicioso! Eu disse que deveríamos provar e, caso eu não gostasse, ela tomaria tudo.

Um outro dia estava voltando de uma viagem e perguntei quais eram as opções de suco. Ela disse laranja, maçã e tomate. Vi que o meu vizinho pediu de tomate e quase pedi, mas me mantive no tradicional suco de maçã. Até ia perguntá-lo como que era o gosto, mas eu fiquei com vergonha.

Até que um belo dia, em um dia que a minha tia estava aqui para uma visita, fomos ao mercado e vi o tal do suco. Junto com esse suco, também tinham sucos de repolho, beterraba e afins. A hora que achei o bendito suco de tomate, vi que nele tinha sal do mar (Meersalz). Comentei as historinhas com a minha tia e ela disse “Por que não levar? Eu já experimentei e não gostei, mas pode ser que você goste!”  Então, foi o dia que comprei o suco de tomate, mas não comprei a caixa de 1 L, mas de 0,5 L.

E chegou o dia de provar: preparamos o almoço e, enquanto ela tomava suco de banana, eu iria prova o suco de tomate. Pelo menos já sabia que era salgado, o que já me preparou melhor. Enfim, bebi o suco e não era nada delicioso: realmente, parecia que eu estava bebendo molho de tomate, mas gelado. Não gostei, mas também não joguei no lixo, pois minha tia deu a ideia de usar o suco ou como molho para macarronada ou fazer uma sopa de tomate, e foi o que fiz: o suco de tomate “delicioso” rendeu em uma maravilhosa macarronada.


E um outro dia também fui na casa de uma senhora e ela tinha um suco de verduras (tomate, beterraba, acelga e muitas outras), também com sal do mar. Comentei que eu havia provado somente o de tomate e que não tinha gostado. Ela, em contrapartida, comentou que gosta muito e bebe, principalmente, quando não tem tempo para almoçar ou anda muito de bicicleta, que, segundo ela, suprime a falta do almoço.

Por fim, cheguei a uma conclusão que isso é cultural, pois eu como muitas coisas estranhas, mas isso se deve pelo fato de estar acostumada a comer desde pequena. Acredito que com suco salgado também seja a mesma situação.

Mas, ainda assim, estou muito curiosa para provar suco de tomate com pimenta. (Talvez seja em um dia que eu tomar coragem. Se eu beber, escreverei aqui, com certeza!).


Até a semana que vem!


Olá! Devido à correria da semana passada, não tive muito tempo para escrever esta postagem. Eu viajei durante a semana para a cidade de Regensburg, na Bavária, para fazer o Test Daf (que escreverei mais detalhadamente o que é) e entre o término desta prova e o horário da volta, escrevi nos papéis do material preparatório sobre o festival que fui na semana passada. No começo, foi tudo bem, mas no final, como meus dedos já estavam cansados de tanto escrever, as letras mudaram drasticamente (ficaram maiores e mais espaçadas). Apesar disso, ainda continua legível. Espero que gostem! 

Para vídeos e fotos do festival, confiram no meu Instagram!
Até a semana que vem!










Olá! Hoje vou continuar no embaldo da semana passada e falar mais um pouco sobre comida. Estou vivendo uma parte da minha vida universitária na Alemanha e não tem como deixar de falar sobre o Restaurante Universitário daqui. Aqui chamamos de Mensa. Em Berlim existem vários RUs, mas somente frequentei os que são ligados à minha Universidade, que são regidos pelo Studentenwerk, que é uma organização que organiza e rege o restaurante universitário, moradia, estágios e até financiamento universitário.

No campus existem várias cafeterias e restaurantes universitários. Nos cafés, eu não sei dizer se os preços compensam, mas no restaurante, relativamente sim. Uma grande vantagem do RU daqui, é que tem uma grande variedade de opções: vegetariano, bio, “fast food”, massa, pizza, doces, sopas, pães, sobremesas, saladas. Os “pratos principais” são regulados ou por pedaços (no caso das carnes ou bolinhos, croquetes etc) ou por quantidade (servidos pelos merendeiros). Normalmente custam entre 1,35 e 3,35 para estudantes, pois os valores para servidores e visitantes são um pouco mais altos. Já os acompanhamentos, como arroz, batata, verduras, é livre! Você só para pelo acompanhamento, ou seja, se você pegar um prato cheio de arroz, você paga o preço fixo pelo arroz, que é de 0,55 EUR. Já se pegar um pouco de arroz e um pouco de batata, paga-se 1,10 EUR (se a batata não for bio, pois é mais cara). Quanto às sopas, saladas e sobremesas, paga-se pelo tamanho o pote: se for pequeno, não importa o quanto tem dentro (um pouco ou uma montanha), paga-se 0,60 EUR; se pegar grande, paga-se um pouco mais (não me lembro exatamente o preço). As massas também são self-service e paga-se um valor fixo de 2,45 EUR. Todo dia também tem pratos especiais, vulgo “PFs” que podem ser hamburguer com batata frita, salsicha com curry e batata frita, bisteca com ovo frito, batata, molho de carne e salada, crepe etc. Esses pratos especiais são um pouco mais caros e custam, normalmente, entre 3,95 e 5,95 (o preço mais caro). Além disso também existem pratos feitos de salada, salada de frutas, sobremesas especiais. Nas mesas sempre tem sal e pimenta e perto dos talheres tem 3 diferentes molhos para saladas (vinagrete, iogurte e rosê), vinagre, óleo, gergelim e açúcar.
 
Já quanto às bebidas, tem máquina de água e refrigerante, sucos naturais e bebidas embaladas, como Club Mate, uma bebida de mate gaseificada, e Apfelschorle, um refresco de maçã gaseificada, ambos muito consumidos aqui na Alemanha. Só não vendem cerveja. Opções não faltam!

Se fizer a conversão dos valores das refeições, realmente, o Mensa daqui não é nada barato, pois por exemplo, a refeição mais cara, de 5,95 EUR que é como um “prato executivo” e em reais seria um valor equivalente de uns R$ 20,00. Mas para coisas do dia-a-dia não se pode realizar tais conversões, uma vez que a população recebe proporcionalmente aos gastos e também não é todo dia que como esses pratos. Também não tenho direito nenhum de reclamar dos preços, pois recebo o suficiente para isso e opto por comer no Mensa para poupar tempo (que já me falta!) de voltar para casa, cozinhar, e voltar à universidade.

Gosto muito de comer no Mensa, pois o ambiente é bem confortável e as comidas são boas. Às vezes a aparência não superam minhas expectativas, pois aparentam ser muito boas, mas o gosto é bem insosso. Contudo, é uma boa opção para estudantes que gastam menos dinheiro que em restaurantes e economizam tempo.


Até a semana que vem!



Olá! Todos (pelo menos as pessoas que me conhecem) sabem que eu gosto de comer e como muuuito! E meus dotes culinarísticos não se comparam a de um chef de cozinha, mas eu sei me virar, gosto de cozinhar coisas diferentes e, depois de tudo isso, me deliciar com as “iguarias”. No Brasil, por exemplo, já cozinhei risoto de molho branco com maçã e espaguete com molho de tomate e morango. Ficaram bons! Quando cheguei aqui na Alemanha, nos dois primeiros meses, eu só tinha curso de alemão em um dos turnos (matutino ou vespertino), então, eu tinha o tempo suficiente (e Lust, vontade em alemão) para cozinhar, decorar um prato, tirar uma #pornfood e comer. Abaixo vou colocar algumas fotos dos pratos da “chef Rie”

 Curry rice, com Bockwurst.

Espaguete na manteiga com verduras e salada de alface com tomate.

Estrogonofe com Ruffles (que tinha trazido do Brasil).

Champignon recheado.

Miso shiru com Harusame e ovo e arroz com moyashi (acho que é broto de feijão, em português).

Udon.

Flor de batata.

Oomureisu, um omelete sobre arroz temperado com carne, tomate, batata e cenoura.

 Yakisoba.


Penne com molho de champignon.

Espaguete com molho de espinafre acompanhado de batata frita e frango à milanesa.

Charuto.

Hamburguer.

Espaguete com almôndegas.

Brunch.

Dá para notar, que eu cozinho um pouco de tudo: comida japonesa, “brasileira”, americana, italiana, árabe etc. Ao escrever esta postagem, deu até água na boca!

O problema é que eu nunca tinha cozinhado, até então, somente para uma pessoa, pois lá em casa, normalmente se cozinha para 6 pessoas ou mais. Então, sempre sobrava ½ porção. Como eu julgava ser pouco para a próxima refeição, o que acontecia? Eu comia tudo em somente uma refeição! Resultado de alguns meses: alguns kilinhos a mais. E o pior, era que estava no verão, mas eu quase não me exercitava. O que eu fazia era caminhar (e muito) para conhecer a cidade, subir e descer escada para pegar metrô ou trem. Uma vez ou outra eu saia com a minha colega de ap para fazer uma hora de caminhada em torno da região (mas andamos umas 4, 5 vezes somente), portanto, não tinha como queimar as calorias ingeridas.

Com o passar do ano, a condição foi piorando: menos sol, mais frio, mesma quantidade de comida, menos caminhada ainda... Só o Kung Fu não foi o suficiente para emagrecer. O resto, vocês já sabem. (Se não sabem, clique nos números - #28 #29 #30 - para saber!)

Bom, essa longa jornada para se manter saudável está ainda longe de terminar (pelo menos para sempre me manter exercitando), mas para o blog, por hora basta. Espero sua visita na semana que vem, para ler mais uma história vivida em Berlim!


Tschüss!


Olá! Nas postagens anteriores eu disse que eu ganhei uns kilinhos a mais aqui na Alemanha. Os casacos pesados estão voltando aos armários, cada vez mais partes do corpo estão à mostra, o verão está chegando! Para entrar em forma, estou fazendo dieta e nesta postagem, vou dizer como estou a fazendo.

O primeiro ponto essencial para mim, é que eu sempre me alimente com um pouco de cada coisa (proteína, fibras, carboidratos, vitaminas, lipídios). E, como sou uma pessoa que adora comer (e sempre está com fome), deixar de comer é uma tarefa muito difícil. Então, a solução foi diminuir a quantidade ingerida na janta. O café da manhã e o almoço são as principais refeições, uma vez que é a partir delas que se obtêm energia para o dia e na janta, como é o final do dia, dorme-se, então, não precisa se alimentar muito e tudo que for ingerido em excesso, acumula-se e, posteriormente, nos faz engordar.

No começo, comecei cozinhando menos na janta e, quando não cozinhava, comia frutas com iogurte natural. Agora, comecei a consumir Shake da Herbalife. Tenho uma amiga revendedora, que me forneceu esses produtos aqui na Alemanha.  Para um efeito rápido, sugere-se que duas refeições sejam substituidas. Mas no meu caso, eu substitui apenas uma. Como prezo um equilíbrio alimentar, criei uma condição de tomar o shake apenas se uma refeição for de comida. Normalmente, meu café da manhã consiste em salada de frutas, almoço no refeitório da universidade (Mensa) e na janta bebo o shake. Entre as refeições, quando sinto fome, como ou uma barrinha de cereal, iogurte ou alguma coisa que eu tenha.

Para finalizar o dia, bebo uma mistura de ½ limão expremido, 1 colher de mel e 200 mL de água fria ou quente. A pessoa que me indicou, disse que há duas opções de horários para beber o suco/chá: ou de manhã, ao acordar e uns 40 min antes de tomar o café da manhã (para acelerar o metabolismo) ou antes de dormir (ajudar a queimar as calorias restantes do dia). Como sou uma pessoa muito preguiçosa quando acordo, mal tenho empenho para pentear o meu cabelo, então, preferi fazer de noite, antes de dormir.

Em duas semanas, fazendo essa dieta atrelada a exercícios físicos, consegui perder, aproximadamente 2 kg. Não posso dizer o valor exato, pois a balança que tenho não é muito precisa. Deixo enfatizado que não mudei a minha alimentação e nem me restrinjo o que comer, mas apenas diminui a quantidade.

Como consequência de ter uma alimentação balanceada e com todos os nutrientes que preciso, não tenho mais a mesma vontade de antes de comer batata chips, salgadinhos, biscoitos, chocolates, vulgo “porcaria”. Quando alguém me oferece, é outra coisa, pois come um pouquinho e já fico satisfeita.

Na semana que vem, vou contar um pouco das minhas artes culinarísticas, o que me ajudou a ficar gordinha. > <

Até a semana que vem!

Bis nächste Woche!